PELENEGRA

Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Projeto das classes dominantes para os negros: o genocídio e o encarceramento


 Fonte: justificando
O Brasil teve um aumento na população carcerária de 267,32% nos últimos quatorze anos e, atualmente com 622.202 mil presos, é o quarto país que mais prende no mundo, perdendo até mesmo para a Índia. Esses são os dados divulgados pelo Ministério da Justiça e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) nesta terça-feira (26), no relatório do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen).
O Brasil excede a média mundial no diz respeito a número de presos por habitantes. Atualmente temos 306 pessoas presas para cada 100 mil habitantes, enquanto no mundo, a média é de 144 para cada 100 mil.  
O relatório ainda aponta dados preocupantes quanto à superlotação carcerária, uma vez que revela a falta de 250.318 vagas no sistema penitenciário. Para se ter uma ideia do número de pessoas, a população carcerária que está sem vaga e, consequentemente, superlota os presídios é equivalente à população de Palmas, capital do Tocantins.

Presos provisórios 

Os dados, que são referentes a dezembro de 2014, revelam também que 40% do total dos presos, ou seja 250 mil pessoas, estão presas de forma provisória. Isso é, são pessoas que não foram condenadas, nem mesmo em 1ª instância e que aguardam julgamento. Por ser anterior à criação das audiências de custódias, estima-se que o número percentual atual seja menor.
A audiência de custódia, realizada em grandes cidades do país, prevê a rápida apresentação do preso a um juiz nos casos de prisões em flagrante, para que o magistrado analise a prisão sob o aspecto da legalidade, da necessidade e da adequação da continuidade da prisão ou da eventual concessão de liberdade.

Tipo de crime

Segundo o Infopen, o crime que mais leva pessoas para cadeia é o tráfico de drogas. 28% dos brasileiros estão no cárcere em razão da lei de drogas, seguido de acusados ou condenados por roubo (25%) e furto (13%). 
O estudo deixa claro que o maior motivo do inchaço do sistema carcerário se deve ao hiperencarceramento ligado aos crimes não violentos. “É importante apontar o grande número de pessoas presas por crimes não violentos, a começar pela expressiva participação de tráfico de drogas –categoria apontada como muito provavelmente a principal responsável pelo aumento exponencial das taxas de encarceramento no país e que compõe o maior número de pessoas presas'' - aponta o relatório.
“A análise dos dados indica fortemente que mudança de política no tocante às prisões provisórias e às prisões por tráfico de drogas podem ser maneiras de diminuir o ritmo acelerado do crescimento do número de pessoas privadas de liberdade” - complementa.

Negros dominam a população carcerária

Pessoas negras (pretas e pardas) são maioria nas cadeias brasileiras. Segundo o estudo do Depen, 61,6% dos presos pertencem a esse grupo. Já entre o conjunto dos brasileiros, pretos e pardos são 53,6%.
Os números também mostram que os presos têm menor escolaridade que a média da população. 75% dos presos só estudaram até o fim do ensino fundamental, e só 9,5% concluiu o ensino médio. Já na população brasileira, 32% terminaram o ensino médio, de acordo com dados de 2010 do IBGE.


domingo, 24 de abril de 2016

Carta Aberta à Embaixada dos EUA em Brasília

Pravda.ru

Carta Aberta à Embaixada dos EUA em Brasília. 24215.jpeg


Conforme seu próprio governo historicamente reconhece (e nem se precisaria disto), o gigante sul-americano desempenha papel crucial não apenas para a economia dos Estados Unidos, mas também para o próprio futuro da região:  "Para onde o Brasil for, o resto da América Latina irá", disse em 1971 o presidente de seu país, Richard Nixon, dos baixos da história quem renunciaria ao cargo, dois anos mais tarde, a fim de não ser impedido por escândalos envolvendo corrupção e espionagem.

Tal raciocínio tem sido parte fundamental da política externa estadunidense, além do propalado interesse dos senhores, integrantes do regime de Washington, em democracias e direitos humanos alheios que os leva às mais absurdas ingerências em todo o mundo - inclusive na América Latina desde o século XIX sabotada, boicotada, invadida,vítima de golpes e genocídios pelos Estados Unidos, em nome dessa suposta democracia que os senhores mesmos não vivem.
Por que o silêncio de Washington e da instituição que a senhorita chefia, qualificada de Missão Diplomática? O que os senhores têm a dizer agora, como paladinos da democracia, da justiça e da liberdade? Nada?
Pois é no mínimo muito curioso, srta. Lilian Ayalde, que nem o presidente norte-americano, Barack Obama, nem a senhorita, suposta diplomata, manifestem-se sobre o que ocorre no Brasil hoje, dado que inclusive os grandes meios internacionais (dentre eles The New York TimesThe Los Angeles TimesCNN etc) publicam dia a dia, assombrados, o atentado ao Estado de direito por parte da classe política e da mídia de direita hoje. 
Segundo esses meios (da América ao Extremo Oriente) e de acordo com todas as evidências, sobretudo jurídicas, há excesso de hipocrisia por parte de parlamentares corruptos envolvidos em lavagem de dinheiro, recebimento de propinas milionárias (dos594 membros do Congresso, 318 estão sob investigação ou acusados), e por parte de uma mídia gritantemente partidária contra a presidente Dilma Rousseff sem nenhum envolvimento na investigação chamada de Operação Lava Jato, nem sequer investigada em nenhum outro caso de corrupção a não ser atraso de pagamentos ("pedaladas fiscais", práticas comuns na Presidência da República desde 2000 e em todas as esferas políticas brasileiras que, segundo a Constituição, não motivam impedimento).
Um dos mais pateticamente célebres deputados que votaram pelo "sim" ao impedimento da presidente do Brasil foi Paulo Maluf, integrante da lista vermelha da Interpol por conspiração. O New York Times informa que o vice-presidente Michel Temer, que assumiria o posto da presidente em caso de impedimento, está "sob alegações de estar envolvido em um esquema de compra ilegal de etanol".
Já o deputado Jair Bolsonaro, quem também optou pelo "sim", na votação elogiou explicitamente a ditadura militar e homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe de tortura da ditadura (notavelmente responsável pela tortura de Dilma. Filho domilico Bolsonaro, Eduardo, também na casa, afirmou que estava dedicando seu voto pelo impedimento "aos militares de '64": aqueles que executaram o golpe e impuseram o poder militar (como hoje, promovido pela mídia predominante sob fajuto argumento da defesa da família, da religião e do patriotismo contra os "perigos do comunismo").

Tais fatos, entre tantos outros inúmeras afrontas ao Estado de direito, não são suficientes para deslegitimar ou ao menos questionar o que ocorre contra uma chefe de Estado democraticamente eleita? Onde está agora a nação (norte-americana) que se proclama a guardiã da democracia global, que afirma aos quatro ventos (valendo sanções, sabotagens, golpes, invasões a quem discordar disto), "sem nós, o mundo não pode fazer nada"?
Não lhe parece se tratar de profunda contradição do regime de Washington diante do cenário atual brasileiro, dada a "insistência por liberdade" norte-americana em alguns países (Equador, Honduras, Bolívia, Argentina) e defesa "furiosa por democracia" em outros (Venezuela, Cuba, Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão)?
Tão curioso quanto isso tudo são alguns fatos que devem ser colocados em contexto, e tudo fica bastante claro para quem ainda tem alguma dúvida. Abaixo, tais sintomáticos fatos que, conjuntamente, formam surpreendente (?) "coincidência":
1. Era exatamente a senhorita, Lilian Ayalde, a "diplomata" no Paraguai em junho de 2011 quando o presidente Fernando Lugo sofreu golpe constitucional muito semelhante ao que a presidente Dilma vem sofrendo agora. Lugo aumentava investimentos em políticas sociais e, a exemplo do PT no Brasil, o PSUV de Chávez-Maduro na Venezuela, o MAS de Morales na Bolívia, o Alianza País de Correa no Equador e o peronismo de Cristina na Argentina, seguia o caminho da integração regional.
E não apenas sob o mais absoluto silêncio por parte da senhorita e de seu regime em Washington: em 21 de março a senhorita havia recebido em sua residência, tão cheia de preocupação cidadã, blogueiros paraguaios a fim de "conversar" sobre paradigmas e diretrizes para aqueles setores societários que já estavam desempenhando importante papel na sociedade local. 
Naquela ocasião, em 25 de março eu mesmo havia publicado em sua página no Fez-Se Buque esta nota: "Creo que la embajadora debería reunirse con los blogueros paraguayos para explicar, a lo mejor disculparse por la injerencia en el país, recién expuesta por WikiLeaks". Logo em seguida, publiquei Carta Aberta em seu perfil e nos perfis de blogueiros e dos mais diversos cidadãos paraguaios a fim de alertá-los do que estava por trás daquele "gentil" encontro (*).
Menos de três meses depois daquele encontro, sobreveio ao povo paraguaio a facada pelas costas: o golpe contra o então presidente Lugo. Sem que, então, nem Washington nem a senhorita mesma demonstrasse nenhuma preocupação cidadã. Todo aquele circo armado no Congresso paraguaio acabou passando completamente desapercebido pela senhorita. Por quê?
2. A "Embaixada" que a senhorita hoje chefia, é histórico ponto de encontro com setores opositores ao atual governo federal (PMDB, DEM e especialmente PSDB) a fim de discutir: financiamento de campanha; possibilidades de vitória eleitoral do PSDB declarando que seus candidatos são os preferidos de Washington; políticas que, uma vez estando o PSDB no poder, favoreçam aos interesses de Washington (especialmente envolvendo o petróleo da camada pré-sal brasileira); medidas que minem movimentos sociais como o dos Sem-Terra (apoiado pelo PT).
Tudo isso segundo telegramas secretos emitidos daí mesmo da "Embaixada" a Washington, interceptados e revelados por WikiLeaks.
Pois é este o papel de alguma Missão Diplomática? Em que mundo estamos? E se, por exemplo, as embaixadas venezuelana, boliviana, brasileira agissem da mesma maneira em seu país, srta. Lilian Ayalde, que ocorreria conosco, qual seria o destino da presidente Dilma Rousseff e de seus delegados internacionais?
3. No dia seguinte à votação parlamentar pelo impedimento da presidente Dilma, o líder do PSDB (SP) no Senado, sr. Aloysio Nunes Ferreira, viajou às escondidas a Washington. 
De 18 a 20 de abril, o senador paulista também envolvido em denúncias de corrupção e com histórico discurso de aproximação política entre Brasil e Estados Unidos, participou de três dias de reuniões com várias autoridades de seu país, além de lobistas e pessoas influentes próximas a Hillary Clinton (famosa pelos discursos e práticas fascistas) e outras lideranças políticas.
Conforme noticiado no sítio The Intercept do jornalista norte-americano Glenn Greenwald no dia 18:
"A Embaixada Brasileira em Washington e o gabinete do Sen. Nunes disseram aoThe Intercept que não tinham maiores informações a respeito do almoço de terça-feira. Por email, o Albright Stonebridge Group afirmou que o evento não tem importância midiática, que é voltado "à comunidade política e de negócios de Washington", e que não revelariam uma lista de presentes ou assuntos discutidos.
"Antes desta publicação, o gabinete do Sen. Nunes informou ao The Intercept que não tinha mais informações sobre a viagem dele à Washington, além do que estava escrito no comunicado de imprensa, que data de 15 de abril. Subsequente à publicação, o gabinete do Senador nos indicou informação publicada no Painel do Leitor (Folha de S. Paulo, 17.04.2016) onde Nunes afirma - ao contrário da reportagem do jornal - que a ligação do vice-presidente Temer [enviando-o aos Estados Unidos] não foi o motivo para sua viagem a Washington."
(Fonte: https://theintercept.com/2016/04/18/porque-o-sen-aloysio-nunes-foi-a-washington-um-dia-depois-da-votacao-do-impeachment/)
4. A IV Frota Naval ronda os mares brasileiros próximos exatamente à camada pré-sal: desativados desde o final da II Guerra Mundial, foram reativados, "coincidentemente", logo após tal descoberta petrolífera em 2008, que coloca o Brasil como segunda maior reserva de petróleo e gás natural do mundo;
5. "O que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil", disse Humberto de Alencar Castelo Branco assim que assumiu o regime militar em 11 de abril de 1964, dez dias depois do golpe contra o presidente progressista João Goulart, acusado de "comunista".
O regime de Washington, ao contrário do tentou negar por anos, promoveu o golpe militar de 1964 no Brasil e ensinou métodos de tortura, de assassinatos em massa e de ocultação de cadáveres (arquivo governamental norte americano: http://nsarchive.gwu.edu/NSAEBB/NSAEBB118/index.htm#docs) apoiado pela grande mídia brasileira, a mesma que hoje faz aberta campanha a favor do impedimento de Dilma, quem combateu a ditadura militar, por isso presa e torturada;
6. Segundo telegramas ultra-secretos revelados por Edward Snowden, a comunidade de espionagem de seu país e esta própria "Embaixada" têm espionado o Brasil nos últimos anos como nenhum outro país na América Latina, e em 2013 o Brasil foi simplesmente o país mais espionado do mundo, fato negligenciado pela grande mídia local.
"NSA e CIA mantiveram em Brasília equipe para coleta de dados filtrados de satélite. Brasília fez parte da rede de 16 bases dedicadas a programa de coleta de informações", foi revelado por Snowden, ex-funcionário da CIA e ex-contratista da NSA.
Desde a presidente Dilma, seus funcionários, a Petrobras até os mais comuns cidadãos, controlados de perto pelos Estados Unidos para quê, srta. Lilian Ayalde? As intenções por trás de mais esses graves crimes por parte de seu regime nunca foram devidamente esclarecidos, muito menos desculpado. Nada nunca mudou.
7. Desta "Embaixada" partiu este telegrama confidencial emitido em 22 de dezembro de 2009, liberado por WikiLeaks em 6 de fevereiro de 2011:
"(...) O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja podem se dedicar a informar sobre os riscos que podem advir de se punir quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país. Esta Embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas
a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil de altos funcionários do governo
dos EUA seriam uma excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira (...)" [grifos meus].
(Fonte: http://wikileaks.org/cable/2009/12/09BRASILIA1435.html)
Nunca houve nenhuma palavra por parte dos setores midiáticos envolvidos nesta "venda" de reportagens e de opiniões, e nem de seu "comprador", o "corpo diplomático" dos Estados Unidos no Brasil.
Esta "Embaixada" continua pautando a imprensa brasileira, encomendando reportagens, editoriais e "entrevistas" de acordo com os interesses mesquinhos dos Estados Unidos, através de dólares na conta desses meios e de jornalistas cínicos e covardes?
Os mais recentes fatos comprovam que sim, nada mudou nos porões do poder de um lado imperialista, impiedoso, do outro os velhos catadores de migalhas de Tio Sam, seres reacionários e golpistas sem o menor escrúpulo.
Centro de Espionagem Infestada de Agentes da CIA
Isso não é "Embaixada", mas centro de espionagem; a senhorita e todos os colegas que a precederam, assim como os que atuam hoje mundo afora não são nem nunca foram diplomatas, mas são agentes da CIA travestidos de embaixadores, ou desempenham papel de agentes de espionagem conforme os telegramas secretos apontam (nem se precisava deles dada a realidade, porém agora não há mais como negar tal fato).
Não há pesquisa neste sentido, mas se a sociedade brasileira for consultada certamente dirá que prefere descolamento de Washington, caminho seguido por Lula e Dilma, e acercamento dos temidos rivais norte-americanos: Rússia e China, que compõem os BRICS (com Índia, Brasil e África do Sul), bloco econômico odiado pelos senhores, norte-americanos que se impõem pelo poderio bélico e não, jamais, por uma suposta "superioridade" moral e racial. Que insistem em fazer da América Latina perpétuo quintal traseiro.
Visto: Aqui Há Gente que Se Respeita. Viveremos e Venceremos!
Quanto a meu passaporte, que recebeu visto de entrada aos Estados Unidos anos atrás, solicito que o me dê a honra de colocá-lo em sua lista negra, senhorita Lilian Ayalde! Não faço questão nenhuma de ingressar a seu país novamente - país autoritário, altamente discriminador, segregacionista e terrorista onde se mata por cor da pele, por classe social, por natureza/opção sexual, por etnia, por nada!
Enquanto este regime norte-americano que desde a fundação do Estado nacional incentiva a idiotização da sua sociedade (usando todos os meios possíveis para exportá-la ao mundo), não faço questão nenhuma de estar em território estadunidense. 
Prefiro minha América Latina por cuja Pátria Grande, se necessário for, estou disposto a derramar meu sangue! E tampouco me importa se me incluirão na lista dos terroristas, elementos que apresentam perigo ao seu regime deplorável! 
Chega de golpes made in USA na América Latina e no mundo! Chega de um medíocre regime hegemônico que se enxerga como salvador do planeta, achando-se no direito de impor sua vontade, seus 'valores" que na essência são seus interesses mesquinhos sem se importar com a auto-determinação de outros povos. Os senhores têm problemas demais para resolver, e competência de menos, muito menos para se meter nos assuntos alheios.
Aqui há povo que se respeita, senhorita Lilian  Ayalde! Não a mais um golpe à democracia, à justiça e à liberdade made in USA! Viveremos e venceremos!!

(*) Abaixo, a Carta Aberta enviada há  exatos 5 anosa quando esta mesma senhorita espionava e conspirava contra o vizinho e vulnerável Paraguai. Naquela ocasião, tal comunicado precedeu a queda golpista de um presidente voltado a políticas sociais. Neste caso envolvendo o Brasil, guardadas as devidas proporções no que diz respeito às causas sociais, ocorrerá o mesmo?
Efeito WikiLeaks: Embaixadora dos EUA no Paraguai Não Perde Tempo, e Reúne-Se com Blogueiros Locais

Tem circulado no Facebook, através da página da Embaixada dos EUA no Paraguai,
notícia deste encontro, do qual os paraguaios não têm notado o que realmente está por trás

Nota publicada por Edu Montesanti no Fez-Se Buque, originalmente em espanhol (perfil da embaixadora norte-americana no Paraguai, Lilian Ayalde, e de blogueiros e dos mais diversos cidadãos paraguaios / 25.3.2011


O jornalismo investigativo de 
WikiLeaks expôs ao mundo o caráter espião e autoritário das embaixadas norte-americanas em todo o mundo (o que não é nenhuma novidade), através de telegramas secretos aos quais o sítio teve acesso. Tais telegramas têm sido reproduzidos e traduzidos para diversos idiomas, especialmente por blogueiros espalhados pelo mundo.

O responsável por 
WikiLeaks, o australiano Julian Assange, tem sido procurado pela Interpol por publicar essas mensagens secretas dos embaixadores dos Estados Unidos quem, segundo os telegramas, buscam expandir o domínio global norte-americano corrompendo governos locais.

O Paraguai foi um dos países que mais sofreram com a ditadura militar patrocinada pelos Estados Unidos, nos 35 negros e cruéis anos do general Alfredo Stroessner (1954 - 1989), e o país ainda hoje sofre, como todos os outros latino-americanos, com o imperialismo da única superpotência mundial (
WikiLeaks também desnudou tal fato, para aqueles que ainda tinham alguma dúvida disso).

Pois a embaixadora norte-americana no Paraguai, Liliana Ayalde, reuniu-se segunda-feira passada, 21 de março, com blogueiros paraguaios em tese para conhecer melhor o trabalho deles, discutir a importância dos blogs na sociedade e a importância da aproximação deles com os governos.

Mas trata-se, evidentemente, de mais um jogo de 
marketing da "Embaixada" dos Estados Unidos, na realidade centro de espionagem a fim de ganhar mentes e corações, e "diplomaticamente" impedir que as informações de espionagem e muita corrupção das embaixadas norte-americanas sejam divulgadas também no Paraguai, em momentos que vêm total e escandalosamente às claras o verdadeiro papel desempenhado por tais embaixadas e seu governo central, e que blogs e o próprio Facebook têm sido maior instrumento para derrubada de governos autoritários no mundo árabe.

Em meio a tudo isso, é muito provável que outros encontros do tipo venham a acontecer como consequência do 
efeito WikiLeaks, e os irmãos paraguaios, sempre abertos ao diálogo, o que é bom e necessário, devem por outro lado prestar bastante atenção a tudo isso, especialmente os blogueiros devem se manter bastante firmes em suas posições primando sempre pela objetividade, pela ética e pela verdade, a quem convidamos a saber mais do que tem feito as embaixadas dos EUA, inclusive no Paraguai, em nosso Blog onde temos traduzido os telegramas secretos expostos porWikiLeaks.

Tais documentos expõem muita vergonha dos políticos, mas são a realidade e o preço da nossa fome, da nossa pobreza, da nossa miséria, da nossa vergonha. Mais vergonha ainda, significa comer as migalhas jogadas por eles...
Edu Montesanti
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terça-feira, 19 de abril de 2016

O papel dos EUA no golpe - Porque o Sen. Aloysio Nunes foi a Washington um dia depois da votação do impeachment?


Autores: Glenn Greenwald, Andrew Fishman, David Miranda

OS ESTADOS UNIDOS têm permanecido notavelmente silenciosos sobre esse tumulto no segundo maior país do hemisfério, e sua postura mal foi debatida na grande imprensa. Não é difícil ver o porquê. Os EUA passaram anos negando veementemente qualquer papel no golpe militar de 1964 que removeu o governo de esquerda então eleito, um golpe que resultou em 20 anos de uma ditadura brutal de direita pró-EUA. Porém, documentos secretos e registros surgiram, comprovando que os EUA auxiliaram ativamente no planejamento do golpe, e o relatório da Comissão da Verdade de 2014 no país trouxe informações de que os EUA e o Reino Unido apoiaram agressivamente a ditadura e até mesmo “treinaram interrogadores em técnicas de tortura.”

 O golpe e a ditadura militar apoiadas pelos EUA ainda pairam sobre a controvérsia atual. A presidente Rousseff e seus apoiadores chamam explicitamente de golpe a tentativa de removê-la. Um deputado pró-impeachment de grande projeção e provável candidato à presidência, o direitista Jair Bolsonaro (que teve seu perfil traçado por The Intercept no ano passado), elogiou ontem explicitamente a ditadura militar e homenageou o Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe de tortura da ditadura (notavelmente responsável pela tortura de Dilma). Filho de Bolsonaro, Eduardo, também na casa, afirmou que estava dedicando seu voto pelo impeachment “aos militares de ’64”: aqueles que executaram o golpe e impuseram o poder militar.


A invocação incessante de Deus e da família pelos que propuseram o impeachment, ontem, lembrava o lema do golpe de 1964: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade.” Assim como os veículos de comunicação controlados por oligarquias apoiaram o golpe de 1964, como uma medida necessária contra a corrupção da esquerda, eles estiveram unificados no apoio e na incitação do atual movimento de impeachment contra o PT, seguindo a mesma lógica.

Por anos, o relacionamento de Dilma com os EUA foi instável, e significativamente afetado pelas declarações de denúncia da presidente à espionagem da NSA, que atingiu a indústria brasileira, a população e a presidente pessoalmente, assim como as estreitas relações comerciais do Brasil com a China. Seu antecessor, Lula da Silva, também deixou de lado muitos oficiais norte-americanos quando, entre outras ações, juntou-se à Turquia para negociar um acordo independente com o Irã sobre seu programa nuclear, enquanto Washington tentava reunir pressão internacional contra Teerã. Autoridades em Washington têm deixado cada vez mais claro que não veem mais o Brasil como seguro para o capital.

Os EUA certamente têm um longo — e recente — histórico de criar instabilidade e golpes contra os governos de esquerda Latino-Americanos democraticamente eleitos que o país desaprova. Além do golpe de 1964 no Brasil, os EUA foram no mínimo coniventes com a tentativa de depor o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 2002; tiveram papel central na destituição do presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide em 2004; e a então Secretária de Estado, Hillary Clinton, prestou apoio vital para legitimar o golpe 2009 em Honduras, apenas para citar alguns exemplos.

Muitos na esquerda brasileira acreditam que os EUA estão planejando ativamente a instabilidade atual no país com o propósito de se livrar de um partido de esquerda que se apoiou fortemente no comércio com a China, e colocar no lugar dele um governo mais favorável aos EUA que nunca poderia ganhar uma eleição por conta própria.

EMBORA  NÃO TENHA surgido nenhuma evidência que comprove essa teoria, uma viagem aos EUA, pouco divulgada, de um dos principais líderes da oposição brasileira deve provavelmente alimentar essas preocupações. Hoje — o dia seguinte à votação do impeachment — o Sen. Aloysio Nunes do PSDB estará em Washington para participar de três dias de reuniões com várias autoridades norteamericanas, além de lobistas e pessoas influentes próximas a Clinton e outras lideranças políticas.

O Senador Nunes vai se reunir com o presidente e um membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado, Bob Corker (republicano, do estado do Tennessee) e Ben Cardin (democrata, do estado de Maryland), e com o Subsecretário de Estado e ex-Embaixador no Brasil, Thomas Shannon, além de comparecer a um almoço promovido pela empresa lobista de Washington, Albright Stonebridge Group, comandada pela ex-Secretária de Estado de Clinton, Madeleine Albright e pelo ex-Secretário de Comércio de Bush e ex-diretor-executivo da empresa Kellogg, Carlos Gutierrez.

 A Embaixada Brasileira em Washington e o gabinete do Sen. Nunes disseram ao The Intercept que não tinham maiores informações a respeito do almoço de terça-feira. Por email, o Albright Stonebridge Group afirmou que o evento não tem importância midiática, que é voltado “à comunidade política e de negócios de Washington”, e que não revelariam uma lista de presentes ou assuntos discutidos.

 Nunes é uma figura da oposição extremamente importante — e reveladora — para viajar aos EUA para esses encontros de alto escalão. Ele concorreu à vice-presidência em 2014 na chapa do PSDB que perdeu para Dilma e agora passa a ser, claramente, uma das figuras-chave de oposição que lideram a luta do impeachment contra Dilma no Senado.
Como presidente da Comissão de Relações e Defesa Nacional do Senado, Nunes defendeu repetidas vezes que o Brasil se aproxime de uma aliança com os EUA e o Reino Unido. E — quase não é necessário dizer — Nunes foi fortemente apontado em denúncias de corrupção; em setembro, um juiz ordenou uma investigação criminal após um informante, um executivo de uma empresa de construção, declarar a investigadores ter oferecido R$ 500.000 para financiar sua campanha — R$ 300.000 enviados legalmente e mais R$ 200.000 em propinas ilícitas de caixa dois — para ganhar contratos com a Petrobras. E essa não é a primeira acusação do tipo contra ele.


A viagem de Nunes a Washington foi divulgada como ordem do próprio Temer, que está agindo como se já governasse o Brasil. Temer está furioso com o que ele considera uma mudança radical e altamente desfavorável na narrativa internacional, que tem retratado o impeachment como uma tentativa ilegal e anti-democrática da oposição, liderada por ele, para ganhar o poder de forma ilegítima.
O pretenso presidente enviou Nunes para Washington, segundo a Folha, para lançar uma “contraofensiva de relações públicas” e combater o aumento do sentimento anti-impeachment ao redor do mundo, o qual Temer afirma estar “desmoraliz[ando] as instituições brasileiras”. Demonstrando preocupação sobre a crescente percepção da tentativa da oposição brasileira de remover Dilma, Nunes disse, em Washington, “vamos explicar que o Brasil não é uma república de bananas”. Um representante de Temer afirmou que essa percepção “contamina a imagem do Brasil no exterior”.
“É uma viagem de relações públicas”, afirma Maurício Santoro, professor de ciências políticas da UFRJ, em entrevista ao The Intercept. “O desafio mais importante que Aloysio enfrenta não é o governo americano, mas a opinião pública dos EUA. É aí que a oposição está perdendo a batalha”.


Não há dúvida de que a opinião internacional se voltou contra o movimento dos partidos de oposição favoráveis ao impeachment no Brasil. Onde, apenas um mês atrás, os veículos de comunicação da mídia internacional descreviam os protestos contra o governo nas ruas de forma gloriosa, os mesmos veículos agora destacam diariamente o fato de que os motivos legais para o impeachment são, no melhor dos casos, duvidosos, e que os líderes do impeachment estão bem mais envolvidos com a corrupção do que Dilma.
Temer, em particular, estava abertamente preocupado e furioso com a denúncia do impeachment pela Organização de Estados Americanos, apoiada pelo Estados Unidos, cujo secretário-geral, Luis Almagro, disse que estava “preocupado com [a] credibilidade de alguns daqueles que julgarão e decidirão o processo” contra Dilma. “Não há nenhum fundamento para avançar em um processo de impeachment [contra Dilma], definitivamente não”.
O chefe da União das Nações Sul-Americanas, Ernesto Samper, da mesma forma, disse que o impeachment é “um motivo de séria preocupação para a segurança jurídica do Brasil e da região”.

 A viagem para Washington dessa figura principal da oposição, envolvida em corrupção, um dia após a Câmara ter votado pelo impeachment de Dilma, levantará, no mínimo, dúvidas sobre a postura dos Estados Unidos em relação à remoção da presidente. Certamente, irá alimentar preocupações na esquerda brasileira sobre o papel dos Estados Unidos na instabilidade em seu país. E isso revela muito sobre as dinâmicas não debatidas que comandam o impeachment, incluindo o desejo de aproximar o Brasil dos EUA e torná-lo mais flexível diante dos interesses das empresas internacionais e de medidas de austeridade, em detrimento da agenda política que eleitores brasileiros abraçaram durante quatro eleições seguidas.


ATUALIZAÇÃO: Antes desta publicação, o gabinete do Sen. Nunes informou ao The Intercept que não tinha mais informações sobre a viagem dele à Washington, além do que estava escrito no comunicado de imprensa, que data de 15 de abril. Subsequente à publicação, o gabinete do Senador nos indicou informação publicada no Painel do Leitor (Folha de S. Paulo, 17.04.2016) onde Nunes afirma — ao contrário da reportagem do jornal — que a ligação do vice-presidente Temer não foi o motivo para sua viagem a Washington.

Traduzido por: Beatriz Felix, Patricia Machado e Erick Dau

quinta-feira, 31 de março de 2016

O suicídio do povo negro





Falo de milhões de homens
em quem deliberadamente inculcaram o medo,
o complexo de inferioridade, o tremor,
a prostração, o desespero, o servilismo.
( Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo).


O papel do Estado como fomentador da violência racial
A maior parte das 59627 mortes por assassinatos, constituem-se em um suicídio do povo negro, onde jovens negros influenciados por rixas de facções e policiais negros movidos por razões de Estado, a famigerada ideologia da segurança nacional, baseada na Lei de Segurança Nacional, que nas comunidades pobres e nas mentes dos organismos de segurança, em nenhum momento deixou de existir, eliminam-se mutuamente. Na realidade, os pobres e negros nunca experimentaram, de fato, os benefícios da democracia e da cidadania.
 
O corpo negro indesejado e invisível
Nós, neste país vivemos como um povo colonizado, nosso corpo, nossa tez, nosso fenótipo, enfim, é totalmente depreciado. Para encontrar um caminho melhor devemos copiar o corpo branco, eliminando ou tentando escamotear nossas reais características físicas. O espelho nos confronta, espelhando a impropriedade de nossas feições. A borboleta é nossa esperança de transformação definitiva. Temos um DNA corrompido a ser regenerado pelos progressos da técnica e da ciência. Quem sabe um cabelo liso? Quem sabe minha filha os tenha? E como muitos dizem, passado algum tempo, os "parentes" voltam a dar o ar da graça.
Afinal, como diria Fanon:
"Só há complexo de inferioridade após um duplo processo:
— inicialmente econômico;
— em seguida pela interiorização, ou melhor, pela epidermização
dessa inferioridade."
 
O capitalismo dependente e a herança escravista
As relações sociais, ainda são fortemente influenciadas pelas relações escravistas, tendo com exemplo supremo desta realidade a situação das empregadas domésticas que têm suas relações de trabalho, em 2016, parcialmente regulamentadas. A ascensão social da população negra, uma promessa do capitalismo, é comprometida por nossa dependência estrutural do capital estrangeiro, que exige mão de obra barata, e dessa forma, altas taxas de desemprego. Além disso, tal jura esbarra no controle das empresas por capitalistas brancos que se incomodam ao ver um corpo negro se mover com desembaraço pelo ambiente de trabalho. No espaço público, ainda encontramos algum reconhecimento, mas no espaço privado as coisas se complicam.
 
O ideal de branqueamento e a negação do Brasil
Na mídia, em geral, pouco aparecemos, embora, sejamos mais de 50% da população, somos invisibilizados, neutralizados, só temos direito à cota de um negro para cada comercial ou publicidade. É "a negação do Brasil". Recentemente, foi ao ar a novela "Os Dez Mandamentos", a direção da emissora desconheceu e procurou nos fazer esquecer que o Egito é um país africano, de que os próprios judeus têm origem africana, a Etiópia.
Como proposta de uma possível melhora nos oferecem o branqueamento. Propugnam que abandonemos nossa linhagem negra. Segundo esses, nossos filhos e netos encontrariam menos problemas, pois teriam uma tez mais clara, escapando dos terríveis efeitos da cor.
 
A solidão existencial do jovem negro
A partir de algumas dessas meditações podemos imaginar como deve se sentir um jovem pobre, negro e favelado, sem maiores informações ou formação educacional, sem uma concepção religiosa ou ética que lhe faça perceber todas essas contradições a sua volta. As dificuldades, o sofrimento a violência cortante do cotidiano podem construir nele o desejo da própria eliminação, uma vez que, seu semblante, seu corpo, sua fala, já foi excluída.
O desejo da morte então se projeta no outro, pois a morte do outro é igual à sua própria extinção. Pouco importa se já conheçam seu destino. em muitos casos, os país já viveram este impasse, o fado se torna determinado e a tragédia se completa.

 
Por uma educação que ponha fim à servidão
Como bem disse Theodor Adorno, em Educação após Auschwitz:
"... nem se diferencia tanto a dor do outro e a dor de si próprio. Quem é severo (cruel) consigo mesmo adquire o direito de ser severo (cruel) também com os outros, vingando-se da dor cujas manifestações precisou ocultar e reprimir."
Do mesmo texto do autor já citado, acerca do Holocausto Nazista:
"Temo que será difícil evitar o reaparecimento de assassinos de gabinete, por mais abrangentes que sejam as medidas educacionais. Mas que haja pessoas que, em posições subalternas, enquanto serviçais, façam coisas que perpetuam sua própria servidão, tornando-as indignas; que continue a haver Bojeis e Kaduks, contra isto é possível empreender algo mediante a educação e o esclarecimento."


domingo, 13 de março de 2016

A Onda, o filme baseado em fatos reais e o filme alemão


Nossos jovens desinformados e despolitizados infelizmente são presas fáceis para oportunistas e maquiavélicos políticos como Bolsonaro. Só a boa e qualificada informação pode esclarecer o que vem acontecendo. Em 2001, logo após o 11 de setembro, o governo americano convidou os estúdios de cinema americanos para uma reunião em que George Bush lhes pediu a produção de filmes que justificassem, os ataques aos povos muçulmanos do Oriente Médio.

Com isso todos os heróis dos quadrinhos vieram para as telas de cinema: Batman, Capitão América, Super-Homem, Os Vingadores, etc, todos dourados e potencializados pelos efeitos 3D, mas a força do cinema estadunidense não atingiu apenas aos jovens do "grande irmão do norte", refletiu também em jovens de todo o mundo. No Brasil, temos toda uma geração que envolta nesta névoa e que se deixa levar por este discurso que tem no fascismo sua conclusão. Aqui, José Padilha complementou a obra norte-americana, produzindo a excrescência que é "Tropa de Elite 1", e embora tenha feito "Tropa de Elite 2" o mal maior já havia sido feito. Resultado, temos uma grande parte de nossa geração mais recente impregnada de estímulos e ações violentas e insanas, prontos para punir aos mais pobres e negros, assim como os mariners fazem com a populaçao afegã e iraquiana.

Por isso, meus meninos, os meninos do Brasil, clamo que ganhem algum tempo assistindo estas obras para que tentemos impedir algo que já foi gestado, o ovo da serpente.


terça-feira, 1 de março de 2016

O Mercado Produtor da Barra vai acabar





Pois é, depois de muitos anos de segredo as mulheres da família resolveram me revelar o local de suas reuniões secretas onde tramavam e articulavam seus planos. Trata-se do ‪#‎mercadoprodutor‬ da Barra um lugar especial pelas peixarias, restaurantes, pelo Bar da Flávia, por ser um dos poucos lugares do bairro onde as pessoas podem conviver sem diferenças escancaradas de classe e pelas pessoas humildes que ali vivem.

 Entretanto, infelizmente, elas agora correm risco de perda de seus patrimônios e de seus empregos. O prefeito Eduardo Paes @eduardopaes e o governador Pezão resolveram desapropriar a área como tem feito em toda a cidade. Sinceramente eu esperava voltar a este lugar onde fui muito bem acolhido, mas o poder público de nossa cidade e de nosso estado parecem não se importar. Toda essa gente terá de se mudar em curto espaço de tempo e Deus sabe lá para onde. Eu voltaria se pudesse, mas eles... para onde será que irão?

O La Plancha, principal restaurante do local, onde pude saborear uma paella de camarão de lamber os beiços vai-se dali no prazo máximo de um mês para o shopping mais próximo, e, sem ele, a comunidade perderá muito de sua força e vigor.


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