PELENEGRA

Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Como reagir a uma abordagem policial?

Fonte: pragmatismo.jusbrasil

Uma cartilha elaborada pelo Programa de Apoio Institucional às Ouvidorias de Polícia e Policiamento Comunitário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, ensina como se portar quando for abordado pela Polícia Militar. Tendo em vista os recentes abusos policiais, o “guia do enquadro” gerou repercussão nas redes sociais.
A cartilha reforça quais são os direitos e deveres do cidadão considerado suspeito pela Polícia Militar. Para que a abordagem não se torne uma grande crise, recomenda-se não correr, deixar as mãos visíveis, evitar movimentos bruscos, não tocar no policial, não fazer ameaças ou falar palavras ofensivas.
O que grande parte da população e até os próprios policiais desconhecem é que algemar o suspeito não é uma necessidade. Na verdade, um cidadão não pode ser algemado se ele não estiver violento ou tentando uma fuga. Outros direitos importantes são a possibilidade de pedir para um não policial ser testemunha em caso de revista e de só se submeter a isso caso o oficial seja do seu mesmo sexo.
Confira outras informações na cartilha:


Ato “461 anos de genocídio” vai protestar contra assassinatos de negros e pobres


Não há fato mais importante na história brasileira atual do que o genocídio da população negra. O absurdo número de mortes e a total insensibilidade da elite dominante chamam atenção. A mobilização da população negra e de setores simpatizantes à causa toma ares heróicos diante do quadro vigente. Falta-nos uma política de valorização e dignificação da vida humana e isto parece fora dos planos do governo tendo em vista a retomada de medidas neoliberais e da desconstrução do exíguo estado do bem estar que vínhamos construindo nos últimos anos. A alteração de direitos sociais nos levará a um crescimento dos números desta tragédia, em nada inevitável.


Fonte: racismoambiental



Ato será no próximo domingo, quando a cidade de São Paulo comemora 461 anos, em  protesto contra a morte sistemática de jovens negros e pobres
Por Claudia Belfort, em Ponte
O evento não está na programação oficial do aniversário de 461 anos da cidade São Paulo ( 25/01), mas foi marcado justamente em função da efeméride. O ato “461 anos de genocídio”, que acontece no próximo domingo, na Praça da Sé, centro da capital, pretende debater e protestar contra a morte sistemática de jovens negros (pretos e pardos) e pobres em São Paulo e no Brasil. Vai também questionar o conceito de que existe uma democracia racial no País e denunciar dois pontos do genocídio: a letalidade policial e o encarceramento em massa.
Os homicídios, de acordo com o Mapa da Violência 2014 , são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil, a maioria negros (pretos e pardos), do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.
Apenas em 2012 (dados mais recentes), dos 56.337 assassinados no País, 53,37% eram jovens, sendo 77% negros e 93,3% do sexo masculino.
“Existe uma atuação do Estado sistemática de precarização da periferia, onde moram majoritariamente os negros, nordestinos e pobres e você tem também uma atuação da polícia de assassinato contra essa população. É uma política de extermínio que vem desde a época dos bandeirantes”, afirma Willians Santos, sociólogo e um dos organizadores do ato. E completa: “o encarceramento em massa é uma forma moderna da escravidão, é muito mais interessante encarcerar, porque para o Estado custa menos do que garantir os direitos a esses jovens”.
Em artigo publicado recentemente aqui na Ponte , César S. Pereira, articulador do Plano Juventude Viva (SP), vai na mesma linha. Segundo ele o culpado dessa situação é o Estado Brasileiro que “tem submetido o jovem negro, desde a Lei do Ventre Livre,  a situações de vulnerabilidade e de extrema violência”.
As condições às quais a população negra é submetida no Brasil se encaixam na resolução da ONU de 1948, que define  genocídio como: o assassinato de membros do grupo; dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo; submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física total ou parcial; medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo e transferência forçada de menores do grupo para outro grupo.
O ato também vai celebrar os 180 anos da revolução malê. A rebelião, ocorrida em janeiro de 1835, em Salvador, foi promovida por negros escravos ou libertos contra a escravidão e a imposição do catolicismo.
A concentração e as atividades do ato ocorrerão na praça da Sé a partir das 9h, com apresentação de rappers, poesias e falas de conscientização – o microfone estará aberto para quem quiser falar.
Clique AQUI para ver a evolução dos homicídios contra negros no Brasil.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Solução para instalação da placa wifi rtl8723be no Elementary Os Luna e Freya


Em primeiro lugar devemos atualizar o kernel.
No caso do Elementary Os Luna, atualizei o kernel com o seguinte comando no terminal:
sudo apt-get install linux-generic-lts-saucy


No caso do Elementary Os Freya, atualizei o kernel com o seguinte comando no terminal:
sudo apt-get install linux-generic-lts-trusty

Depois usei a solução proposta no link: https://bugzilla.kernel.org/show_bug.cgi?id=83641#c1
Abri o terminal, e digitei:
sudo apt-get install linux-headers-generic build-essential git


Também no terminal digitei os comandos abaixo:
git clone http://github.com/lwfinger/rtlwifi_new.git
cd rtlwifi_new
make
sudo make install

Depois dê um boot e a placa wifi rtl8723be deve funcionar.
Esta versão do driver funcionou com os Kernels 3.13, 3.16 e 3.18.

Para evitar intermitência na conexão, adicionei os seguintes parâmetros, editando o arquivo /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf.
No terminal digitei:
sudo gedit /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf e adicionei os parâmetros - options rtl8723be fwlps=0 swlps=0.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A importância de Abdias do Nascimento para a história do Brasil

Fonte:  brasildefato





Abdias incluiu questões de interesse para a população negra nas grandes discussões nacionais. Seu legado permanece vivo alimentando nossa luta.
10/11/2014
Por Gabriel Rocha
Abdias do Nascimento certamente figura entre as personagens de grande importância na luta histórica dos negros no Brasil, tal qual Luiz Gama, José do Patrocínio, Manuel Querino, José Correia Leite, Carolina de Jesus, Clóvis Moura, Wilson Nascimento Barbosa, Cuti, Beatriz Nascimento, Milton Barbosa, Ney Lopes, Sueli Carneiro, Kabengele Munanga, citando apenas alguns nomes.
No ano de seu centenário podemos fazer um balanço de sua atuação militante e de seu legado em nossa história. Sua trajetória acompanha os diferentes períodos da luta dos negros no Brasil, tendo ele marcado presença em momentos decisivos, atuando em entidades que se destacaram na história do movimento negro nacional como a Frente Negra Brasileira (FNB) na década de 1930 – onde teve seus primeiros anos de militância, ainda na retaguarda – e o Teatro Experimental do Negro (TEN) entre 1944 e 1968, o qual fundou e esteve sempre a frente de suas atividades projetando-se como artista, intelectual e liderança política.
Desde o final dos anos 1940 manteve contato com militantes negros, ou simpatizantes da luta antirracista dos EUA, França, países caribenhos e africanos, contato que se estreitou e se intensificou a partir de 1968 quando iniciou seu (auto)exílio nos EUA e sua militância pan-africanista. Em 1978, numa de suas visitas ao Brasil participou do ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU)[1].
Nos anos 1980 quando retornou definitivamente ao país participou da fundação do PDT junto com Leonel Brizola, partido pelo qual foi Deputado Federal nos anos 1980 e Senador da República nos anos 1990. Em sua longa trajetória de militância dedicou-se profundamente no combate ao preconceito e a discriminação racial, e na luta por igualdade social entre negros e brancos.
A atuação política de Abdias do Nascimento nos diferentes períodos históricos em que viveu pode ser entendida como um percurso não linear de um sujeito se relacionando com seu espaço e seu tempo, fazendo leituras do mundo em que viveu (deixando também suas impressões neste mundo), buscando respostas para questões pertinentes a sua realidade que também foi – e de certo modo continua sendo – a realidade de muitos brasileiros descendentes da gente que aqui fora escravizada e fora mantida marginalizada no período que sucedeu a abolição.
Neste percurso apreciamos sua adesão e ruptura com idéias e movimentos políticos, marcando posições que aos olhos do observador do presente podem emergir como contradições. Considerando que trata-se de um ser humano – demasiadamente humano – e não um mito, as contradições surgem, o que de maneira alguma reduz sua importância para nossa história.
O envolvimento na década de 1930 com a Ação Integralista Brasileira, quando também freqüentava a FNB não apenas alimentou posteriormente, nos anos 1950, situações de indisposição entre Abdias e setores da esquerda como a UNE, como ainda hoje pode ser apontado por algumas pessoas enquanto um desvio em sua trajetória evidentemente progressista.
É impossível olharmos para o Integralismo e não sentirmos os tons fascistas que dele saltam. Mas para entendermos a adesão a tal movimento ultraconservador por personalidades incontestavelmente progressistas como D. Helder Câmara, José Celso Martinez, o próprio Abdias e outros intelectuais negros e brancos que futuramente vieram a cooperar com o TEN e com a esquerda política, seria necessário outro artigo dedicado à este tema.
O TEN além de atividades dramatúrgicas, exercia o papel de instituição de ensino oferecendo alfabetização para pessoas que aspiravam entrar para o teatro mas não eram alfabetizadas. Promoveu concursos de beleza e de arte negra, publicou livros e o jornal Quilombo, promoveu Fóruns de discussão e reflexão sobre a situação do negro brasileiro.
Boa parte de seus atores eram de origem pobre, empregadas domésticas e trabalhadores braçais. Foi o marco inicial para a carreira das atrizes Ruth de Souza, Léa Garcia e do ator e dramaturgo Haroldo Costa, e teve importante papel pedagógico ao usar a imagem cênica para combater a ideologia do racismo, colocando os negros como protagonistas nos palcos, retirando as representações de inferiorização do negro que era comum no teatro brasileiro.
Nos anos 1950 a produção de Abdias se afasta gradativamente até romper definitivamente com ideias que remetiam à democracia racial como uma realidade entre os brasileiros. Nos anos 1960 denuncia radicalmente a democracia racial enquanto mito mascarador da realidade e instrumento de dominação das elites brancas.
Quando esteve exilado Abdias atuou como professor na Universidade de Buffalo em NY, viajou por África e Caribe, sendo ele o primeiro negro brasileiro a participar de congressos pan-africanistas, continuando sua luta antirracismo em âmbito internacional.
De volta ao Brasil nos anos 1980, eleito deputado federal, foi o primeiro parlamentar negro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo, propondo projetos de lei que o enquadram como crime de lesa-humanidade, e propondo mecanismos de ação compensatória para negros no Brasil. Atuou na desapropriação da Serra da Barriga e na transformação desta em patrimônio histórico nacional, na questão das comunidades quilombolas, no questionamento do 13 de maio e na definição do 20 de novembro como dia da Consciência Negra.
Abdias incluiu questões de interesse para a população negra nas grandes discussões nacionais. Seguiu sua atuação política como senador da república entre 1991 e 1994, assumindo posteriormente a mesma função entre 1996 e 1999, com a morte de Darcy Ribeiro, de quem era suplente. Seu legado permanece vivo alimentando nossa luta.


[1]    Abdias participou do ato de fundação do MNU e cooperou com esta organização sem ser filiado a ela.
Gabriel Rocha é bacharel e licenciado em história pela USP, atualmente é bolsista na FAPESP, onde cursa o mestrado em História Social, desenvolvendo uma pesquisa sobre a produção intelectual de Abdias do Nascimento no período do Teatro Experimental do Negro (1944-1968).

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

I Encontro Popular de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno: resistindo na luta e contrariando as estatísticas

Fonte: inesc

Cerca de 50 jovens negros/as estarão reunidos a partir da próxima sexta-feira, 7/11, no I Encontro Popular de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno: resistindo na luta e contrariando as estatísticas.
Cerca de 50 jovens negros/as estarão reunidos a partir da próxima sexta-feira, 7/11, no I Encontro Popular de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno: resistindo na luta e contrariando as estatísticas – evento que marca o mês da Consciência Negra e visa iniciar a organização do II Encontro Nacional da Juventude Negra (ENJUNE), que terá sede no DF e data prevista para setembro de 2015. Entre os temas que serão discutidos pelos jovens estão o genocídio do povo negro, as ações afirmativas, gênero e afetividade.
O debate sobre desigualdades e racismo na sociedade brasileira tem se ampliado, portanto os organizadores do evento acreditam ser fundamental que essa reflexão faça parte das discussões das redes formadas pela juventude negra, visto que ela é uma das mais afetadas pela violência no país e criminalizada pela sociedade.
Dados do “Mapa da Violência 2014: os Jovens do Brasil (lançados pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais-Flacso), revelam que em uma década (entre 2002 e 2012), no País tanto o número quanto a taxa de homicídios de brancos caiu significativamente e os mesmos índices entre os negros aumentaram. Enquanto a taxa de homicídios de brancos foi de 13,9 mortes por grupo de 100mil, a taxa de homicídios de negros ficou em 72,6 por 100mil - ou seja, os jovens negros morrem quase 4 x mais que os jovens brancos. O Distrito Federal é a Unidade da Federação que ocupa o quarto lugar em homicídios de negros do país (veja os gráficos).
O grupo de jovens que participará do Encontro terá de discutir não só os números da violência, mas também as suas formas - genocídio e extermínio -, bem como as alternativas de efetivação de políticas públicas voltadas para a juventude negra e para a superação do racismo. Entre os temas a serem discutidos estão, também, a questão do racismo institucional, relações de gênero e afetividade, e mobilidade urbana.
Para tanto, o Encontro contará com convidados e convidadas com afiliações diversas, como Elder Costa, coordenador do Fórum Nacional da Juventude Negra; Marlene Lucas, do Fórum da Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno; Larissa Amorim Borges, coordenadora da articulação nacional Juventude Viva; Graça Figueiredo, assessora da Pastoral da Juventude e do Cajueiro; Gilson Rego, representante da Marcha contra o Genocídio do Povo Negro; Carmela Zigoni, antropóloga e assessora política do Inesc; Paique Duques Santarem, representante do Movimento Passe Livre do DF; Marcia Santos, do Fórum de Juventude Negra do DF; Dhay Borges, representante da Marcha contra o Genocídio do Povo Negro e Ludymilla Santiago, aconselhadora de Testagem HIV/AIDS e colaboradora da Ong Elos.
Mais sobre o Encontro
I Encontro Popular de Juventude Negra do Distrito Federal e Entorno: resistindo na luta e contrariando as estatísticas está sob a responsabilidade do Fórum da Juventude Negra do Distrito Federal (Fojune) em parceria com o Inesc e a Rede de Educação Cidadã (RECID).  O encontro ocorrerá nos dias 7, 8 e 9/11, no Centro Indigenista Missionário, em Luziânia, GO. O evento contará com a participação de jovens negros militantes e não militantes e irá discutir questões raciais interrelacionado-as com a educação popular. Luziânia foi escolhida como sede do Encontro por ser uma das cidades com alto índice de violência contra a juventude negra. Para além de aproximar os jovens do Fojune, o encontro tem o objetivo de agregar e organizar a juventude negra do DF para o II Encontro Nacional de Juventude Negra (Enjune), previsto para setembro de 2015, em Brasília. Confira a programação aqui
Serviço:
O quê: I Encontro Popular de Juventude Negra do Distrito Federal: resistindo a luta e contrariando as estatísticas
Quando: 7,8 e 9/11
Onde: Centro Indigenista Missionário (Rua São Bernardo (sn), Chácaras Marajoara A – Jardim Ingá, Luziânia-GO)
Contato: Gisliene Hesse (comunicação Inesc) – 81994426/32120204
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