PELENEGRA

Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Onde estão os negros e brancos deste país: um retrato do extermínio negro

                                           A vitória de Eduardo Cunha, uma derrota para todos os excluídos


Acima, só há brancos,  e representam o pior em termos de representação política deste poder cristalizado há séculos, com o seu conservadorismo tentarão sabotar as recentes conquistas dos setores populares e assim ampliarão o terror que hoje nos aflige.

Enquanto isso, abaixo mais uma vítima do genocídio da população negra. 
Neste caso, percebemos uma herança da lei de terras de 1850, e uma dívida incomensurável advinda de uma abolição construída a partir dos interesse dos grandes proprietários de terras e que se concretizou na negação aos negros do acesso à terra, e com isto, à um mínimo de dignidade humana.

Bebê é morto em chacina

Criança foi vítima de bala perdida disparada por grupo que matou três jovens em São Paulo

O Dia
São Paulo - A menina Manoela Costa Romagnoli, de 10 meses, e três adolescentes foram mortos a tiros na madrugada de segunda-feira no bairro de Limoeiro, na Zona Leste de São Paulo, por encapuzados que estavam num carro e numa moto. Um jovem de 19 anos levou 15 tiros, mas sobreviveu.







Manoela foi atingida por um tiro quando estava no colo d e seu pai
Foto:  Reprodução

Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, Gabriel Silva Soares, de 14 anos, conversava na praça de Limoeiro com os irmãos Mateus Lemos Cordeiro, de 15 anos, e Edvan Lemos Cordeiro, e com o outro rapaz quando os assassinos chegaram. Os quatro foram surpreendidos, não tiveram tempo de escapar e foram baleados.
Uma das balas atravessou a parede de madeira e atingiu a cabeça do bebê, que dormia no colo do pai, na sala da casa. A mãe da criança, a dona de casa Tatiane Costa Romagnoli, disse que, quando ouviu os tiros, gritou para o marido se jogar no chão. “Mas ele já apareceu gritando com a neném no colo”, afirmou ela.

Uma testemunha, cujo nome não foi divulgado, contou na manhã de ontem aos policiais que viu pelo menos sete homens encapuzados. Segundo ela, o grupo deixou os veículos e caminhou em direção aos jovens atirando.

Um dos rapazes tentou escapar correndo em direção à casa da família de Manoela. Ele foi perseguido e assassinado, e uma das balas disparas pelos assassinos acabou matando a criança.

As primeiras investigações da polícia na manhã de ontem não conseguiram confirmar nenhuma causa para a chacina. Não há indicação de que as vítimas tivessem envolvimento com criminosos da região. O rapaz que sobreviveu não morava no bairro. Segundo a mãe dele, que pediu para não ser identificada, na noite de domingo ele foi a Limoeiro encontrar uma garota. Ela não soube informar se ele conhecia os jovens que foram assassinados. A polícia espera sua recuperação para tentar alguma pista dos criminosos.

Nesta segunda-feira , o sobrevivente foi operado no Hospital do Tatuapé, também na Zona Leste. Segundo a mãe dele, os tiros atingiram suas pernas, mas ele perdeu muito sangue, e seu estado era considerado grave pelos médicos. Além dele, outro dos baleados foi levado à unidade, mas não resistiu. As outras duas vítimas morreram no Hospital de Ermelino Matarazzo, para onde foram levados numa van por um morador de Limoeiro.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Como reagir a uma abordagem policial?

Fonte: pragmatismo.jusbrasil

Uma cartilha elaborada pelo Programa de Apoio Institucional às Ouvidorias de Polícia e Policiamento Comunitário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, ensina como se portar quando for abordado pela Polícia Militar. Tendo em vista os recentes abusos policiais, o “guia do enquadro” gerou repercussão nas redes sociais.
A cartilha reforça quais são os direitos e deveres do cidadão considerado suspeito pela Polícia Militar. Para que a abordagem não se torne uma grande crise, recomenda-se não correr, deixar as mãos visíveis, evitar movimentos bruscos, não tocar no policial, não fazer ameaças ou falar palavras ofensivas.
O que grande parte da população e até os próprios policiais desconhecem é que algemar o suspeito não é uma necessidade. Na verdade, um cidadão não pode ser algemado se ele não estiver violento ou tentando uma fuga. Outros direitos importantes são a possibilidade de pedir para um não policial ser testemunha em caso de revista e de só se submeter a isso caso o oficial seja do seu mesmo sexo.
Confira outras informações na cartilha:


Ato “461 anos de genocídio” vai protestar contra assassinatos de negros e pobres


Não há fato mais importante na história brasileira atual do que o genocídio da população negra. O absurdo número de mortes e a total insensibilidade da elite dominante chamam atenção. A mobilização da população negra e de setores simpatizantes à causa toma ares heróicos diante do quadro vigente. Falta-nos uma política de valorização e dignificação da vida humana e isto parece fora dos planos do governo tendo em vista a retomada de medidas neoliberais e da desconstrução do exíguo estado do bem estar que vínhamos construindo nos últimos anos. A alteração de direitos sociais nos levará a um crescimento dos números desta tragédia, em nada inevitável.


Fonte: racismoambiental



Ato será no próximo domingo, quando a cidade de São Paulo comemora 461 anos, em  protesto contra a morte sistemática de jovens negros e pobres
Por Claudia Belfort, em Ponte
O evento não está na programação oficial do aniversário de 461 anos da cidade São Paulo ( 25/01), mas foi marcado justamente em função da efeméride. O ato “461 anos de genocídio”, que acontece no próximo domingo, na Praça da Sé, centro da capital, pretende debater e protestar contra a morte sistemática de jovens negros (pretos e pardos) e pobres em São Paulo e no Brasil. Vai também questionar o conceito de que existe uma democracia racial no País e denunciar dois pontos do genocídio: a letalidade policial e o encarceramento em massa.
Os homicídios, de acordo com o Mapa da Violência 2014 , são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil, a maioria negros (pretos e pardos), do sexo masculino, moradores das periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos.
Apenas em 2012 (dados mais recentes), dos 56.337 assassinados no País, 53,37% eram jovens, sendo 77% negros e 93,3% do sexo masculino.
“Existe uma atuação do Estado sistemática de precarização da periferia, onde moram majoritariamente os negros, nordestinos e pobres e você tem também uma atuação da polícia de assassinato contra essa população. É uma política de extermínio que vem desde a época dos bandeirantes”, afirma Willians Santos, sociólogo e um dos organizadores do ato. E completa: “o encarceramento em massa é uma forma moderna da escravidão, é muito mais interessante encarcerar, porque para o Estado custa menos do que garantir os direitos a esses jovens”.
Em artigo publicado recentemente aqui na Ponte , César S. Pereira, articulador do Plano Juventude Viva (SP), vai na mesma linha. Segundo ele o culpado dessa situação é o Estado Brasileiro que “tem submetido o jovem negro, desde a Lei do Ventre Livre,  a situações de vulnerabilidade e de extrema violência”.
As condições às quais a população negra é submetida no Brasil se encaixam na resolução da ONU de 1948, que define  genocídio como: o assassinato de membros do grupo; dano grave à integridade física ou mental de membros do grupo; submissão intencional do grupo a condições de existência que lhe ocasionem a destruição física total ou parcial; medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo e transferência forçada de menores do grupo para outro grupo.
O ato também vai celebrar os 180 anos da revolução malê. A rebelião, ocorrida em janeiro de 1835, em Salvador, foi promovida por negros escravos ou libertos contra a escravidão e a imposição do catolicismo.
A concentração e as atividades do ato ocorrerão na praça da Sé a partir das 9h, com apresentação de rappers, poesias e falas de conscientização – o microfone estará aberto para quem quiser falar.
Clique AQUI para ver a evolução dos homicídios contra negros no Brasil.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Solução para instalação da placa wifi rtl8723be no Elementary Os Luna e Freya


Em primeiro lugar devemos atualizar o kernel.
No caso do Elementary Os Luna, atualizei o kernel com o seguinte comando no terminal:
sudo apt-get install linux-generic-lts-saucy


No caso do Elementary Os Freya, atualizei o kernel com o seguinte comando no terminal:
sudo apt-get install linux-generic-lts-trusty

Depois usei a solução proposta no link: https://bugzilla.kernel.org/show_bug.cgi?id=83641#c1
Abri o terminal, e digitei:
sudo apt-get install linux-headers-generic build-essential git


Também no terminal digitei os comandos abaixo:
git clone http://github.com/lwfinger/rtlwifi_new.git
cd rtlwifi_new
make
sudo make install

Depois dê um boot e a placa wifi rtl8723be deve funcionar.
Esta versão do driver funcionou com os Kernels 3.13, 3.16 e 3.18.

Para evitar intermitência na conexão, adicionei os seguintes parâmetros, editando o arquivo /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf.
No terminal digitei:
sudo gedit /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf e adicionei os parâmetros - options rtl8723be fwlps=0 swlps=0.


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